domingo, 26 de agosto de 2012

SAÚDE:Transpiração em excesso tem solução! Veja!


Se você transpira mesmo quando está em repouso ou quando não está com calor, saiba que pode estar sofrendo de HIPERIDROSE. Mas não se desespere, há formas de resolver este problema!
Que a maioria de nós já sabe que a transpiração é um mecanismo para o controle da temperatura do corpo e que é comum transpirarmos mais quando somos expostos à temperaturas elevadas ou quando estamos com febre, nervosos, envergonhados ou com medo, mas e o que fazer quando isso afeta nossa vida social?!
Já imaginou não poder usar uma simples blusa cinza ou uma blusa de seda, por exemplo, ou precisar de várias trocas de roupa por dia para se sentir confortável devido ao excesso de transpiração?
Ainda por cima, a hiperidrose pode até gerar um gotejamento espontâneo da região com hiperatividade das glândulas écrinas (raiz do problema). Você já deve ter se visto em situações onde ao cumprimentar alguém essa pessoa seca as mãos na roupa antes de extendê-la, pois é, esta pessoa provavelmente sofre de Hiperidrose…. Então vamos esclarecer melhor do que se trata.
A hiperidrose é uma doença benigna que causa sérios prejuízos na vida profissional, pessoal e de caráter psíquico para o paciente acometido. Ela pode ser dividida em hiperidrose primária e secundária. A primária, que é a hiperidrose sem causa conhecida, acomete entre 0,15 -1% da população mundial. A hiperidrose secundária esta associada a outras doenças como obesidade, hipertireoidismo, menopausa, e a alguns medicamentos como antidepressivos e até pelo uso de álcool.
A produção do suor é controlada pelo sistema nervoso autônomo simpático. A hiperatividade das glândulas sudoríparas écrinas leva à transpiração excessiva, principalmente nas regiões plantar, axilar e palmar. Esta transpiração excessiva pode ocasionar problemas secundários como cheiro forte no local da transpiração, infecções com formação de pús ou fungos e até fissuras (cortes).
As pessoas que sofrem deste distúrbio ficam, na maioria das vezes, constrangidas. Por isto, há formas e soluções para melhorar, amenizar e até acabar com este incomodo.
Os tratamentos vão desde tratamentos com cremes de uso tópico, medicamentos via oral, cirurgias e injeções de toxina Botulínica.
- Antitranspirantes: tratamento inicial de escolha pelos médicos, podem ser formulados ou prontos. Sua base é o cloridrato de alumínio, que agem bloqueando os ductos excretores das glândulas écrinas. Mostram-se eficazes em alguns casos, porém por tempo limitado. Sua vantagem principal é o baixo custo e as desvantagens são pela necessidade de seu uso diário e pelo seu moderado risco de dermatites de contato e manchas na pele.
- Medicamentos Via Oral –Drogas Anticolinérgicas e/ou sedativos: são pouco utilizados na prática clínica por ter efeito paliativo e em decorrência de seus efeitos colaterais como alterações da visão, boca seca, sedação, náusea, palpitações, etc.
- Intervenções cirúrgicas: a mais popular delas é a Simpatectomia, que promove a interrupção dos gânglios da cadeia torácica ou lombar (dependendo do local da hiperidrose) levando à cessação definitiva de suor na distribuição do nervo. Esta cirurgia classicamente é feita com anestesia geral e envolve uma série de riscos e complicações como sudorese compensatória irreversível (20% a 50%), baixa satisfação com os resultados, pneumotórax, hemotórax, assimetria de resultados, nevralgia entre outros.
As cirurgias de hoje em dia, podem ser feitas via toracoscopia e até com a colocação de clips de titânio no nervo simpático possibilitando a reversão cirúrgica, mas deve ser feita com anestesia geral e mantém alguns dos efeitos colaterais da cirurgia clássica como hiperidrose compensatória, geralmente no dorso e nas coxas, nevralgia etc.
A forma mais popular atualmente consiste na aplicação da toxina botulínica, aprovada há mais de uma década para tratamento de hiperidrose axilar, palmar e plantar. A toxina botulínica é produzida pela bactéria anaeróbia Clostridium botulinum, neste caso o tipo A, que age bloqueando a ação de um neurotransmissor chamado Acetilcolina, produzindo uma denervação química temporária, mas eficaz da glândula que passam a não receber o estímulo para a secreção de suor. A popularidade deste procedimento se dá pelo fato de ser um tratamento de fácil acesso, realizado por médicos especializados e capacitados para a aplicação da técnica, realizado em consultório, com anestesia tópica e sua desvantagem se dá pela duração do tratamento (média de 8 meses) e pelo alto custo da aplicação(R$ 1500,00 a 3000,00).
Dica Kilorias: aplicar leite de magnésia (aquele branquinho mesmo) nas axilas 2x/dia com algodão evita o mal cheiro causadopelas bactérias oportunistas que se instalam no local principalmente das pessoas com excesso de transpiração !!!
Ótima dica!!!
Por  Dra. Camila Ciarleglio – Dermatologista CRM SP 115620
Twitter:  @dra_ciarleglio
Telefones:  38421692 / 28415782

Viu gente?! Há uma solução pra tudo!

Andreh Carvalho

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